Nova posição RSUL4 e o risco da bolha americana

 Entrei numa nova small cap, A metalúrgica Rio Sulense RSUL4. 

Um ativo de liquidez quase nula, e com valor de 350,00 a ação (!) mas que tem um P/L projetado de menos de 2, um valor de mercado de apenas 200M e o melhor é que tem uma assembleia em que vão discutir o split das ações já agora no começo de julho. Não está descrito qual vai ser o fator do split, mas isso com certeza deve trazer mais volume para o papel, e os resultados no segundo tri devem continuar fortes. Já subiu bastante recentemente, mas INEP4 me ensinou que não se deve descartar uma ação só porque já subiu bastante recentemente. 

O fato de ela ser completamente fora do radar me agrada. Já havia visto ela há um tempo atrás, na época em que tinha RCSL4, os tickers delas são parecidos, e são duas small caps do sul. Mas essa última tem muito mais liquidez. Depois de muito tempo sem olhar, vi que os balanços estão vindo bons, e as perspectivas são boas. 

O que vejo nesses papéis, microcaps esquecidas mas com fundamentos bons, e que aconteceu com GPCP3, é que a primeira pernada de alta é raramente a última. Tive um bom lucro em GPCP e LUPA, mas vejo que acabei vendendo um pouco antes do que seria ideal. Por isso já ter uma posição grande é importante também, me permite realizar um pouco, rebalancear, e ainda ficar com um tanto bom comprado, e se corrigir demais posso entrar novamente. 

Minha carteira está realmente apostando em microcaps e smallcaps. A diversificação entre elas deve assegurar que alguma pelo menos seja exponencial e consiga avançar a carteira significativamente. Mas logicamente aumenta o risco. Estou ciente disso, mas esse case de RSUL4 é um que quero muito ver frutificar do lado de dentro. 

Outro tópico, o risco da bolha nas ações americanas estourar. 

Muita gente já vem avisando, Michael Burry, Drunckenmiller, Fernando Ulrich na última live com o Marcelo Lopez e vários outros. 

A questão é que o FED não pode subir os juros senão vai quebrar muita gente, inclusive o governo dos EUA que estão com uma dívida monstruosa. E a inflação começa a dar as caras. Vai ficar difícil eles não subirem nada os juros, e uma pequena subida já pode causar um crash nas ações, já que o mercado está muito sensível com essas taxas próximas de zero, qualquer 0,25% altera as precificações das ações lá de maneira violenta.  Daí ter gente que acha que vão começar a conviver com inflação mais alta por lá, e isso pode causar um crash no próprio dólar, inclusive com a perda do status de moeda de reserva. Fora que lá a alavancagem, o hype, e a participação do retail investor, o investidor pessoa física, tem crescido absurdamente, o que aumenta o risco sistêmico e é sinal de topo.

Mas eu acho que tem tanta gente avisando que isso vai acontecer que  deve demorar um pouco ainda. Como disse Peter Lynch, mais dinheiro foi perdido se preparando para as correções do que nas correções propriamente ditas. E nos períodos inflacionários, ações de emerging markets value são as que melhor performam, segundo o que Sven Carlin falou no último vídeo sobre o tema que fez no youtube, recomendo ver. 

Sigo confiante de que as ações em que invisto são baratas e com boas perspectivas. Nossa bolsa ainda está barata comparada com as ações dos EUA. Daí prefiro focar nas histórias individuais de cada empresa do que me preocupar demais com o externo. Mas, sim, tenho que fazer mais caixa para me preparar para esse evento, que é uma questão de tempo, não vejo saída para o FED. E a bolsa aqui vai sofrer também, não tenho dúvida nenhuma. Uma queda de 40-80% no S&P seria devastadora para todos os mercados. Mas uma queda externa dessa também abre oportunidade: a carteira do Anderson Lueders, o small caps lá do forum ADVFN encontrou as maiores barganhas justamente na crise de 2008, uma crise externa que obrigou todo mundo a estopar os ativos brasileiros para cobrir o rombo lá fora e abriu muita oportunidade de coisa barata. Quem comprou na baixa do covid conseguiu muito retorno também. 

Pra mim, ser pego como fui no crash do covid foi ruim não só pelo -35% que tomei na cara, mas porque tinha pouco caixa e o que tinha usei muito rápido. Tem que esperar o mercado achar o fundo para retomar as compras. Por isso julho vai ser fundamental para preparar melhor. Continuo acreditando em criptos também como ativo descorrelacionado. 


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