Mai/2020 +334k +15,44%
Mês de forte valorização na minha carteira, cota atingiu novamente o valor de 300 reais, o mesmo de Out/2019.
As valorizações de GPCP e BIOM foram muito fortes. GPCP postou um resultado muito bom, e é um dos menores P/L da bolsa. Muito bom. BIOM pode ser uma das produtoras da vacina ou de tratamentos para o coronavirus. E isso seria um driver excelente.
Essa é um dos pilares da minha estratégia, investir em companhias que podem crescer muito, as tenbaggers, que podem compensar vários erros de antes. Não sou bom em market timing, apesar de tentar melhorar. Veja que o meu maior aporte foi em fevereiro, e fiquei sem caixa para realmente aproveitar o vale dos preços. Fiz várias compras que ainda não retornaram aos preços anteriores, como BRSR6 a 17,xx, IRBR3 a 14,xx, ou VLID3 a 14,xx. Estou confiante ainda nessas empresas para retornarem e darem muitos dividendos no futuro, e vejo bom upside. IRBR3 mesmo, se olhar as notícias é só a calamidade. Renúncia de diretores, escândalo nos balanços, etc. Mas é nesses momentos que vale a pena comprar. IRBR3 pagou 900 milhões de dividendos ano passado, e uma hora vai retomar. O negócio de resseguros é um filé.
O que sei fazer melhor é não vender em momentos de baixa, eles eventualmente passam. E se você não estiver posicionado em alguns dias cruciais, acaba perdendo grande parte do movimento de alta. São alguns dias que dão a maioria dos retornos na bolsa, não são uniformemente distribuídos, assim quem fica de fora também corre um grande risco. Esse maio é um exemplo disso. O cara entra nessa conversa de sell in may and go away e se fode.
INJEÇÕES DE LIQUIDEZ: Como podem as bolsas americanas estarem já a níveis pré-crise com esse shutdown na economia? A resposta é que os bancos centrais já não podem mais reduzir juros como medida estimulativa, e agora recorrem ao QE, emissão de moeda, para evitar a deflação e um novo 1929. O resultado disso é a famosa inflação de ativos: bolsas sobem, imóveis ficam mais caros. O efeito disso nos índices de preços parece ser pequeno, o pessoal não usa essa grana para consumir, mas para comprar ativos. Assim, o gap fica cada vez maior entre os ativos e a economia real, e a tendência é aumentar e os ativos ficarem cada vez mais caros frente aos bens de consumo. Parte dessa grana acaba vindo para o Brasil, e deve vir muito mais também do dinheiro nacional estacionado na renda fixa.
Não só isso, mas os bancos centrais agora estão querendo comprar diretamente ETFs e debêntures. Novamente é inflação de ativos na veia. E não podem voltar atrás, quando o FED tentou enxugar a liquidez no final de 2018, não puderam seguir pois os mercados começaram a cair em queda livre. O mundo está viciado nessa liquidez fácil, e a tendência em concentrar renda em quem já tem os ativos vai persistir. Quem deixar para investir no futuro vai pagar mais caro.
Até quando isso vai continuar eu não sei, mas se um dia pararem, vai ter uma grande mudança no sistema, talvez o maior crash de todos os tempos. Mas vão empurrar com a barriga até onde der.
CORONAVIRUS: Ninguém sabe se haverá uma segunda onda. Devemos ficar nesse fecha e abre até ter uma vacina ou até alguém resolver encarar isso como homem e partir para a imunidade de rebanho. A Noruega já disse que o Lockdown foi inefetivo lá. Caminhamos para uma abertura parcial com restrições e distanciamento social.
PROTESTOS NOS EUA: Devem favorecer a eleição do Trump. Imagens de saque e depredação reforçam votos para o partido republicano.
POLÍTICA NO BRASIL: Uma merda total, governo fraco que traiu suas bandeiras eleitorais, favoreceu o PT com o fundo eleitoral, juiz de garantias, Aras na PGR, afrouxou o combate à corrupção, se vendeu para o centrão, dentre outras ações. Ficam só na retórica de redes sociais e seguindo o lunático da Virgínia. Mas o Brasil sempre foi crise atrás de crise, é raro termos um ano normal, o normal é a crise. Vide greve dos caminhoneiros, Joesley day, nova matriz econômica, é sempre alguma coisa ferrando o mercado. As empresas da bolsa têm a vantagem de serem as maiores e melhores do Brasil, e tendem a consolidar mercado depois da crise. Mesmo as small caps da bolsa são empresas grandes se for comparar com o que existe por aí. GPCP3 tem um market cap de 200M, BIOM, de mais de 1B. Se investir em empresas mais ou menos boas, a chance de quebra é pequena. Agora se for investir numa OGX da vida, aí é outra história.
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