Duas grandes verdades e A armadilha da liquidez

 Uma das maiores verdades do mercado financeiro é não vender nos momentos de baixa. 

Porém outra grande verdade é que não se pode ficar amarrado a um barco afundando achando que ele vai se recuperar.

No equilíbrio entre essas duas grandes verdades se encontra o bom investidor. Eu internalizei muito a primeira, mas a segunda se torna cada vez mais evidente. A saída de IRBR foi num ótimo momento. Quando a parada não se realiza, entrega resultados horríveis e continua a degringolar, isso é péssimo, é melhor colocar em algo que vai subir e recuperar seu patrimônio, reconhecer o erro, sacudir a poeira e aproveitar as oportunidades. 

Por isso a questão da convicção na tese é tão importante, te faz comprar mais no momento de queda, e se ela for abalada, deve-se vender. 

É por isso que estou saindo de BNBR, resultados não tão bons quanto BAZA, e várias oportunidades dando sopa por aí, tipo RANI. 

Vejo que minha diversificação está um pouco acima do ideal. Concentrando mais, primeiro em 15, depois em 10 ações, cada ganho vai ser realmente importante. Essa ação me deu uma casa, um carro, é isso que vai acontecer. GPCP já me deu muito, botei 150k, já tirei mais de 150k e ainda sobraram mais de 350k nos preços atuais. Isso em 18 meses. Essa é a força de uma porrada bem concentrada. Os prejuízos serão esquecidos, os lucros ficaram. 

E agora, com posições grandes, começo a dar maior valor a ativos de liquidez, que podem ter posições montadas e desmontadas em pouco tempo. Sempre gostei de ativos de baixa liquidez, pois eram mais relegados, a própria GPCP era um exemplo. Mas agora vou exigir um prêmio maior e maior constância de resultados. Tente sair de um papel de baixa liquidez rapidamente e vai ver o que eu digo, você não vai conseguir com uma posição de 50, 100, 150 mil reais. 

Nos momentos de grandes altas, normalmente esses papéis avançam bastantes. E estou vendo que, tirando pelo começo desse ano, podem ser um indicativo de sinal de topo. Quando sobem demais, volume é demais, convém realizar ao menos uma parte, sob o risco de tudo voltar e ficar preso no ativo. Essa mistura, uma parte para longo prazo se confio no case e uma parte para swing trade, mesmo se acho o papel bom para longo prazo, tem me rendido um bom lucro e sendo bem-sucedida. Realizando parte me sinto participante da alta, se cair, posso comprar as mesmas ações com um PM mais baixo, se subir, ainda continuo participando. E assim a volatilidade fica a seu favor. Queria ter vendido mais quando ENAT3 chegou aos 13, por exemplo. Normalmente vejo que me arrependo de não ter feito movimentos maiores nesses momentos. Vivendo e aprendendo. 



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